sábado, 29 de abril de 2023

Dança 1- Relatório

 Fui seguir meu primeiro planejamento e não deu certo. Eu descobri na prática o porquê de a minha professora não pedir para definirmos os lugares que imaginaríamos antes de imaginar: não funciona, o corpo não responde tão bem quanto quando a cabeça é livre para criar e rebuscar no momento. Logo na minha primeira sessão, que seria a praia, observei isso. Comecei na praia e fui parar na chuva. Mas consegui sim um esboço de coreografia com movimentos garimpados. Pretendo desenvolver o esboço ainda. 


Fiz algumas frases para me guiar na coreografia, elas representam os movimentos-chave, as transições entre eles foram definidas mas não escritas e são todas graduais:


              Bater em chão de gongo

              Sentir o vento passar e virar vento

              Chover e respingar, eu chovo

              Ser chorona ( a árvore)

              Sentir o chão das termas

              Andar no sonho


Notas soltas: Estar envolto de estrelas; Respirar fundo e deixar sair; Unir-se ao chão; Ser parte, ser parte, ser parte;  mmh, mmf(?); Deixar o peito crescer e ser universo; Crescer e encolher.


Um vídeo do meu progresso até o momento:








terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Dança 1, Passo 2: Planejamento

 Parte I

"Garimpar" movimentos

Minha professora me corrige e corrigiria nesses termos, mas quero mantê-los porque os entendo. Da minha forma, mas os entendo.

A parte I consiste em explorar meu corpo, minhas memórias e minhas inspirações em busca de movimentos com associações internas de valor, movimentos que tenham peso e que valham um desenvolvimento. 

Farei isso com um exercício que aprendi em sala na aula de movimento e linguagem 3 com a prof. Lídia Olinto que estuda e adapta Grotowski: Em um espaço limitado, fechar os olhos e visitar espaços "atrativos", reagindo a cada pingo de imaginação com o corpo e coletando o que me soar valioso.

Em sala, deixamos a imaginação escolher "sozinha" para onde quer ir no momento. Eu quero definir lugares para começar em cada imersão e um número mínimo de imersões definidas. Para cada uma haverá uma playlist específica e tempo indefinido, mesmo que a playlist acabe.

Após cada sessão, farei um desenho e um pequeno relatório.

Sessões mínimas:

  1. Praia deserta da Druuna, do Paolo Serpieri
  2. O quarto escuro da minha poesia
  3. O pé de seriguela perto da minha casa
  4. A minha casa antiga, no Guará
  5. O gramado florido, verde e molhado em um dia nublado
  6. Uma cachoeira com pedras cheias de musgo
Parte II

Desenvolver os movimentos coletados brincando.

Nesta etapa, vou dançar no salão, sozinha, com a caixa de som. Terei uma playlist para esse momento também e vou encaixar meus movimentos nas musicas e brincar com eles como que os moldando para que se juntem fluidamente uns aos outros e a movimentos extras que forem surgindo. Neste momento, já começo a criar uma linha coreográfica.

Parte III

Para arrematar minha coreografia, farei uma poesia.

Parte IV

A música. Eu não acredito que pare dançar seja necessário música. Eu acredito que a música surge com a dança, conforme ouço meu corpo. Pode vir também com sons externos como o vento ou o mar. Mas para esta coreografia, a música é uma escolha estética minha. Mostro muito minha dança sem som, agora quero um som que seja dela. Essa música será feita por mim, com ajuda do meu irmão e/ou amigos, ou só por mim. Não sei como será mas sei que vai vir quando eu tiver a dança.

Parte V

Registro do resultado.


Boa sorte e ótimo trabalho, Bia.

Dança

 Quero dançar. Sempre quis, sempre gostei, dancei muito, danço ainda mas menos. 

Agora quero dançar metodicamente. Quero criar seguindo uma linha de raciocínio, juntar movimentos que dentro de mim fazem sentido e aprimorar até que o sentido esteja fora também. Quero uma Obra-Prima.

Sei que o trajeto não é fácil, não é imediato, pode demorar anos, posso perder o interesse. Mas quero tentar e sei que estará pronto quando estiver bom. Eu vou dançar.

Dança 1, Passo 1- A Dança

 A ideia aqui é criar uma coreografia da qual eu me orgulhe, sem pressa, sem exigências, minha única condição é gostar do que estou criando ( eu sei que essa é uma exigência). Essa dança vai partir de algumas pesquisas em cima das minhas reações interiores diante de provocações que me tocam.

Para ajudar nesse processo, estou juntando a ele atividades e técnicas/ferramentas que vou aprendendo na minha graduação em Artes Cênicas. Também vou deixar esse processo aberto a ideias que apareçam no meio do caminho e tragam progresso, regresso jamais.

Com esses dois pequenos parágrafos, inicio esse projeto e desejo ser feliz no caminho e onde quer que ele me leve.

domingo, 16 de dezembro de 2018

E Vou

Depois que comecei a escrever da boca pra fora, as palavras passaram a esconder-se.
Eu digo isto e não escrevo. Já não lembro.
Escrevo e não agrado. Angustia(da), faço sem manter e o papel nunca reclamou. Já fui-me mais clara, hoje, não tenho certeza.
Duvido.
Duvido da minha pessoa, do meu meio e de muito quando, até a pouco, estava tão certa!
Viver é um caos.
Na pressa, parei de sentir. Insensível, na calma, o Eu, perdi.
E no esforço de pensar, os novos primeiros degraus parecem inefetivos.

Inspiro.

sábado, 14 de abril de 2018

Uns Esclarecimentos

Dançar é mover.
Cantar é ranger.
Todos dançam.
Ranger é chegar ao ápice e ao delírio do sentimento.
Nunca vi muito da música.
Mas eu canto e danço, quase o tempo todo.
Gosto de ranger.
Gosto de contorcimentos.
Gosto de gritar eus e não eus.
Dar chilique.
Sorrir sem porquê antes de parar pra não ser boba.
Derramar corpo sem importar com espaço.
Cantar em delírio.
Não viver onde você vive.

sábado, 31 de março de 2018

1 Declaração de Amor

Percebo que não estou apaixonada. Sou apaixonada. SOU completamente, perdidamente, infinitamente apaixonada. Não a máquina de paixões maravilhosas que por tanto tempo dei crédito mas humanamente apaixonada e nisso provavelmente haja algo de divino. Não sei, porém, se apaixonada por ELA, por mim, por ambas ou se somos saco da mesma areia (achei próprio). Sei que sou, faz-me eu. Ela, nunca vi ninguém com mais carinho, trata-me tão bem. Disse já eu tantos "Eu te amo" e quando ia esquecendo ela disse primeiro. "Tantos presentes mas não o suficiente", Tão suficiente nunca pôde melhor, e amo! Coração pulsava já sem graça quando lembrou-me o tanto que amo. Sua Danada! Esse seu abraço deu palpitações energéticas, trouxe o sol de volta, a luz aos fios e dentes e o calor ao peito encaixando em meus braços o ar de quem é e tem para gastar. Mais um sopro, mais faíscas, VIDA, EU TE AMO. Não tem obrigada, não tem "mais" Tem o que tem e o que tem está transbordando enquanto seguro na ponta da caneta os agradecimentos. Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo. Desculpa. Obrigada. Obrigada. Obrigada.
Não lembro palavras melhores mas sei montar grandes frases. Até lá que não quero; Obrigada, eu também te amo.
Surpreende-me.
Me é nós