segunda-feira, 11 de setembro de 2017
A Poesia De Palavras Mágicas(Mas Não Esqueça De Imaginar)
E caindo,caindo,caindo,caindo,de repente me vi tão feliz...podia chorar sorrindo todos os dias e acreditar que nunca fui viva.Dormir em cama de botão,cheiro de flor,arabesqueada de sonhos.Não,não sonhos.Felicidades.Aquilo foi meu céu e minhas estrelas vibraram.Alegria?Eu tinha a lua todo dia.Eu.Eu.Eu.Eu.Cantei uma vez.Riram,mas já nem podem,percebem o quanto é.Lindo,tãão lindo.O ar,refresco,brisa nunca tão certa.Um mundo de palavras bonitas,se universo eu estaria perdida.Mas ali.A chuva poesia derramada na cidade de papel e giz,esperando o nada do qual homens tanto dependem.Olhei até agora o relógio desse tempo enquanto escondia o deste.Borbulhas e faíscas são o apitar de uma história em glória de bis.E os chocolates.Os esses são pela casa,os estes pode enterrar,nunca foi tão tilintante todo,tão barulhento.Mas não gritei um único momento,só senti,como você deveria fazer agora.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
A Cura
Floresci,floresci
E minha mão fez aquela curva
Tão,tão amável
Deitei-me.Ali,no nada,não competia.Cantei,dancei,subi decidida por onde já havia passado.Cheguei e então estaquei.Conscientemente insubível,subindo inconscientemente.E,para cada agora que pensava,um passo dava.Assim foram muitos passos inefetivos,talvez,refeitos,com certeza.Vi que nunca tive menos que agora e agora nunca me pertenceu mesmo que sempre ao meu lado.Não um amigo,não uma condenação,não um dever.Um presente emprestado,creio.Recebe,você,não tem.Pode então ser tocado,você,e devolver,sem tocar,sem entregar.Simplesmente já não ter.
Com tantos agoras nada nunca restou para ninguém que,mesmo tão importante,também não importava.Só atraímos momentos.Só.
Pela primeira vez sinto o tão falado vazio existencial.Perceber que feita de momentos e não feitora dos mesmos mostrou o medo de tão pequena eu em universo tão baleia infinito.Adrenalina.Adrenalina por apenas lembrar que respiro.Vida montanha-russa.Por que russa se tão baleia onde vivo?Vida radical,tão grande que nenhuma palavra inventada cabe nessa existência,são todas muito pequenininhas.Sempre acreditei em todos os espaços que me foram dados,sempre soube que podia ter o universo ali se quisesse.Não gosto do verbo ser,alguns dias.Sou pedaço invisível a olho nu da letra minúscula entre as linhas escrita pelas circunstancias.Nunca tive direito à escolha,nunca precisei tomar uma decisão.Impossível sair da linha.A existência é limitada á sentir a adrenalina da montanha e esperar ansiosamente pela próxima curva.Ou se apavorar e se jogar nos trilhos.
Feliz.Medonho.Maravilhoso.Ninguém é menor que imaginamos e sabe admirar.É proporcional à nossa biloca-moradia.Tão humana.Tão orgulho.
E minha mão fez aquela curva
Tão,tão amável
Deitei-me.Ali,no nada,não competia.Cantei,dancei,subi decidida por onde já havia passado.Cheguei e então estaquei.Conscientemente insubível,subindo inconscientemente.E,para cada agora que pensava,um passo dava.Assim foram muitos passos inefetivos,talvez,refeitos,com certeza.Vi que nunca tive menos que agora e agora nunca me pertenceu mesmo que sempre ao meu lado.Não um amigo,não uma condenação,não um dever.Um presente emprestado,creio.Recebe,você,não tem.Pode então ser tocado,você,e devolver,sem tocar,sem entregar.Simplesmente já não ter.
Com tantos agoras nada nunca restou para ninguém que,mesmo tão importante,também não importava.Só atraímos momentos.Só.
Pela primeira vez sinto o tão falado vazio existencial.Perceber que feita de momentos e não feitora dos mesmos mostrou o medo de tão pequena eu em universo tão baleia infinito.Adrenalina.Adrenalina por apenas lembrar que respiro.Vida montanha-russa.Por que russa se tão baleia onde vivo?Vida radical,tão grande que nenhuma palavra inventada cabe nessa existência,são todas muito pequenininhas.Sempre acreditei em todos os espaços que me foram dados,sempre soube que podia ter o universo ali se quisesse.Não gosto do verbo ser,alguns dias.Sou pedaço invisível a olho nu da letra minúscula entre as linhas escrita pelas circunstancias.Nunca tive direito à escolha,nunca precisei tomar uma decisão.Impossível sair da linha.A existência é limitada á sentir a adrenalina da montanha e esperar ansiosamente pela próxima curva.Ou se apavorar e se jogar nos trilhos.
Feliz.Medonho.Maravilhoso.Ninguém é menor que imaginamos e sabe admirar.É proporcional à nossa biloca-moradia.Tão humana.Tão orgulho.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Uma Dança E Muitos Afagos (Em Caneta Azul)
E,mais uma vez que danço,pressinto a agonia no ar que passa por outros mas que bate em mim fresco,limpo e cheio de liberdades.
As esculturas que construo em corpo de outrem é meu maior amor uma vez que me doem as mãos,meus veículos de energia.Choro por dentro pelo qual sou atraída,eterna beleza infindável,taxaria-me de fútil se não fosse uma paixão ocular que enxerga tantas profundezas,meu terceiro olho amado é diretamente ligado ao coração,mas para chegar à alma,passa por um corredor.Alma,esta,outra amante,não de mim,não do simples belo ,mas do profundo também e vai,assim,cavando buracos ,aqui e ali,buscando ludibriar-se e uma vibração empolgada do músculo pulsador.
Esculpir outros é dançar com eles,é senti-los dançar.
As esculturas que construo em corpo de outrem é meu maior amor uma vez que me doem as mãos,meus veículos de energia.Choro por dentro pelo qual sou atraída,eterna beleza infindável,taxaria-me de fútil se não fosse uma paixão ocular que enxerga tantas profundezas,meu terceiro olho amado é diretamente ligado ao coração,mas para chegar à alma,passa por um corredor.Alma,esta,outra amante,não de mim,não do simples belo ,mas do profundo também e vai,assim,cavando buracos ,aqui e ali,buscando ludibriar-se e uma vibração empolgada do músculo pulsador.
Esculpir outros é dançar com eles,é senti-los dançar.
Não amar,admirar
Assim e mulher.Mulher é tudo tão forte e linda,tão Deusa,combina com o que veio.Cor em sensação sou então inteira.Humana,pessoa rasteira.Ou não.Não.Humana,sim.Nasço todos os dias e quando esqueço de nascer me pedem em casamento.Ele sempre quis um pedaço do Sol no quarto,sem reparar que quando sopram a vela e ela tremula sou empurrada para a sala angustiante.Admirados e o Sol,a admiração deles.
Encanto encanta,o toque desce ao chão.
Larguem essas correntes que nada brilha em calabouço de castelo maravilhoso.Meu castelo,nunca estive nele,o ar pertence mais a mim.Admiro,admiram-me.Sou,sinto,acendo,admirar-me,admiram-me.Quem se importa?Acendo.Já não mais humana,sou não-ser e me amo.
E,todas as vezes que for vela e tremular,Mãe Vida há de acender e ascender,tocar fogo,faiscar e mandar estoques de sorrisos e lembranças de amor como remédio pra pessoa.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
O Coração de Artista
Pequeno e florido
Azul coração,é
Vermelho escorrido
De artista é.
Entregue docemente
Devolvido depois
Friamente.
Frio sois.
Pequeno e florido
Pesado coração,ficou
Triste,dolorido
Sem futuro ele murchou.
Antes de reinterado,
Entregue novamente
Não volta,mal fardado
Mas saudades sente.
Azul coração,é
Vermelho escorrido
De artista é.
Entregue docemente
Devolvido depois
Friamente.
Frio sois.
Pequeno e florido
Pesado coração,ficou
Triste,dolorido
Sem futuro ele murchou.
Antes de reinterado,
Entregue novamente
Não volta,mal fardado
Mas saudades sente.
terça-feira, 4 de julho de 2017
Depeche Mode sou a Darkwave
Dá um quarto pra dançar
Quero me fechar
Que as paredes sejam da cor das luzes
Azuis escuras do mar
Lasers coloridos
Vermelho,verde,indispensáveis
dois por dois me bastam
no meio vou parar de me ouvir para ouvir a
batida
E então vou me balançar
Sacudir a cabeça
balançar os braços
meu cabelo suado vai cobrir meu rosto
minhas mãos vão ajudar
vou perder minha identidade
e girar,girar,girar
vai ser tudo
vou ser tudo
e sumir
Quero me fechar
Que as paredes sejam da cor das luzes
Azuis escuras do mar
Lasers coloridos
Vermelho,verde,indispensáveis
dois por dois me bastam
no meio vou parar de me ouvir para ouvir a
batida
E então vou me balançar
Sacudir a cabeça
balançar os braços
meu cabelo suado vai cobrir meu rosto
minhas mãos vão ajudar
vou perder minha identidade
e girar,girar,girar
vai ser tudo
vou ser tudo
e sumir
A FE CER
Boa festa é coisa sagrada,
Pecado desperdiçar.
Sou mais sagrada que festa
E esses princípios jamais vou deixar.
Amo-me mais que tanto,mas tanto que amo-me.
Sou Deusa e tenho templo.Sacro-importância.
Eterna,estável,forte e respeito isso.Sou meu.
E então o que vêm?
Vêm aqui convidar para um agrado breve a três.
Marca dia.
Diz momentos.
Faz tudo de longe,sem encarar.
Então eu,tão sensitiva,tão arte.Tão ofendida.
Sinto-me profanada.Todos fomos profanados.
A Deusa,o Tempo,o Destino,o Prazer Humano,o Universo,cada envolvido.
É ingenuamente injurioso achar que essência tão velha e bonita entregaria sem ver esse corpo
Tão bebê.
Ofensa,Ofensa,Ofensa
Choro por dentro,
Entregue a ânsia.
Quis escrever.
Escrever forte para desaborrecer,Desafecer-me.
Vi tanto.
Verei tanto.
Não perco chances
Jamais perdi única oportunidade que fosse
fiz o que fiz
fiz o que me faz
Faz-se o que se faz.
E estou afecida.
Não vai me tirar eu,nem ninguém vai.
Eu vou.E se eu me tirar,fico.
Afecer,afecer,afecer. Sai Ânsia.
Ainda bem que sei escrever.
Pecado desperdiçar.
Sou mais sagrada que festa
E esses princípios jamais vou deixar.
Amo-me mais que tanto,mas tanto que amo-me.
Sou Deusa e tenho templo.Sacro-importância.
Eterna,estável,forte e respeito isso.Sou meu.
E então o que vêm?
Vêm aqui convidar para um agrado breve a três.
Marca dia.
Diz momentos.
Faz tudo de longe,sem encarar.
Então eu,tão sensitiva,tão arte.Tão ofendida.
Sinto-me profanada.Todos fomos profanados.
A Deusa,o Tempo,o Destino,o Prazer Humano,o Universo,cada envolvido.
É ingenuamente injurioso achar que essência tão velha e bonita entregaria sem ver esse corpo
Tão bebê.
Ofensa,Ofensa,Ofensa
Choro por dentro,
Entregue a ânsia.
Quis escrever.
Escrever forte para desaborrecer,Desafecer-me.
Vi tanto.
Verei tanto.
Não perco chances
Jamais perdi única oportunidade que fosse
fiz o que fiz
fiz o que me faz
Faz-se o que se faz.
E estou afecida.
Não vai me tirar eu,nem ninguém vai.
Eu vou.E se eu me tirar,fico.
Afecer,afecer,afecer. Sai Ânsia.
Ainda bem que sei escrever.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Copo Derramado Chovido
Gosto da conjugação do verbo chover na primeira pessoa do singular.Chovi.Por ser absurdo e todas as vezes que invento um verso ou uma musica em relação á mim surge essa palavra:chovi.Quando pequena a palavra que me assolava nas criações era amor,não saía de mim uma história,uma música,um pensamento propositalmente estranho que não tivesse a palavra amor.Uma vez até tentei evita-la,tentei tantas vezes e fracassei tantas vezes que acabei por desistir.A maldita marcava-me provavelmente por ser a que eu mais ouvia e menos entendia,mas queria entender e ninguém sabia explicar,eu sabia disso."Filha,eu te amo.""Eu também te amo." e amando não fazia ideia do que se tratava.Ainda não sei se sei ou se sei mesmo,mas chovi eu entendo e por isso gosto:chovi é derramar espontânea e aleatoriamente,deixar cair sobre tudo e todos no caminho contagiando-os de molhado,molhado do que eu derramar,respingar-se sem medo,inconsequente.
Eu chovi é tão significativo,tão externador.Não,digo,Eu chovi é exagero.Chovi tem já toda essa força de expressão,eu chovi é redundantemente desnecessário.Chovo.Adoro chover,é o que me faz.Quando o faço.Seco?Chovo.Pra sempre enquanto conseguir,um título.Sou.
Eu chovi é tão significativo,tão externador.Não,digo,Eu chovi é exagero.Chovi tem já toda essa força de expressão,eu chovi é redundantemente desnecessário.Chovo.Adoro chover,é o que me faz.Quando o faço.Seco?Chovo.Pra sempre enquanto conseguir,um título.Sou.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Entende?Já não é mais para entender
É tão engraçado tentar encontrar uma música nova em uma playlist que não atualizei.Não faz sentido,mas,a todo tempo,inconscientemente,estou fazendo isso.Tenho passado tanto do meu tempo inconsciente,aceitando erros por prazer,viciosamente.
Eu procuro mensagens onde sei que ainda não têm,mas não estou á espera de nada.
Meus cadernos costumam ser diferentes.Depois de um primeiro toque meu costumam ter novidades sempre que os abro,mesmo que nem eu nem ninguém os tenha tocado novamente.Esqueço as coisas,readmiro como se uma primeira vez e isso me faz feliz.
Aos poucos parei de omitir meus eus e sentir vergonha por eles quando as coisas do meu modo ficam tão lindas.Isso é mais literal do que naturalmente compreensível.E se algo não está bem ,bagunçamos um pouco e transformamos essa condição em ser e não estar.Assim dá pra entender na prática que beleza de cabeça pra baixo pode ser mais fascinante,o que também me faz feliz.Não diga,por favor,que não são lindos todo e tudo por não ver isso.Vê ou não sabe ver.Se disser que não,caio em estado frágil.Que também é lindo.Permaneço em meus.Opa
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Ainda Bem
Eu quero gritar,cair,rolar no chão.Tropeçar e ralar os joelhos,chorar,rir,ser engolida,devorada,consumida,fazer parte VIDA por quê tu não fazes de mim tua por inteiro?Quero ser gota desse teu mar VIVER VIVER VIVER de verdade por quê não me soltam por aí?Esquece ESQUECE DE MIM quero ser caso a parte..NÃO quero usar pontuação me joga no chão me joga no chão deixa eu sentir que estou viva debater,chutar o ar até a minha cabeça parar de gritar,me deixa dançar aqui e onde eu quiser que seus presentes não estão sendo suficientes,mas obrigada.
Para de me devorar,não me deixa me devorar.Eu quero chorar e quando o chão me engolir,sumir,como quem dança ou quando pintei.pinto.E sentar
E sentar cansada,explodindo,azul
Passar então o sorriso de um desconhecido no rosto e lembrar que alguém ainda é humano.
Coragem,Homem
A morte é certa.O pós,incerto.
A vida sendo tão certa de que terá um fim não é aproveitada e,nós,não aproveitando a vida enquanto ainda a temos,ao morrer agarramo-nos com unhas e dentes,ou tentamos,a tudo o que passou,na esperança de levar para o desconhecido um pedaço do que já conhecemos;Um epitáfio.
A vida sendo tão certa de que terá um fim não é aproveitada e,nós,não aproveitando a vida enquanto ainda a temos,ao morrer agarramo-nos com unhas e dentes,ou tentamos,a tudo o que passou,na esperança de levar para o desconhecido um pedaço do que já conhecemos;Um epitáfio.
Ser Arte
O que tanto tenho a escrever?Que palavras são essas que não passam para a ponta do lápis,bloqueadas por um muro denominado esquecimento,que tanto incomoda quanto feliz e infelizmente esconde.Desculpe o erro.Não convém.Não vamos gastar palavras com sentimentos vazios,sensações insensíveis,com qualquer monotonia diária.Ou vamos?O que é poesia pra você que tanto lê mas não escreve?Se assim o faz sua alma então é doente.Porque toda alma precisa de poesia,ver poesia,expressar poesia e ter a nobre sensação de ser poesia,mergulhar nesse deleite e ser feliz mesmo estando triste ,porque é poesia e tem poesia.
Não tem espírito que não vibre diante da arte.
Não tem espírito que não vibre diante da arte.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Balaústre
Na escada,segurando o balaústre,
Passei despercebida
E fiquei a admirar o lustre
Brilhando,e lentamente,com um
Leve tilintar,sussurrando
Duas palavras em vão
Palavras em vão não são palavras
São sons que atravessam a parede dos
Maus ouvidos que um dia tinham
Sido bons.
Passando a viver então
na vida longa e eterna dos ecos
No vazio amplo e eterno da escuridão.
Passei despercebida
E fiquei a admirar o lustre
Brilhando,e lentamente,com um
Leve tilintar,sussurrando
Duas palavras em vão
Palavras em vão não são palavras
São sons que atravessam a parede dos
Maus ouvidos que um dia tinham
Sido bons.
Passando a viver então
na vida longa e eterna dos ecos
No vazio amplo e eterno da escuridão.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Essa Droga De Caneta Laranja (Odeio Laranja)
Eu me violo.Violo-me.Devastada,eu.Em minhas poesias de pseudônimos pergunto se desde então será sempre que vou estar a me derramar.
Não corrompe.Esburacada.Um buracão.Esburaquei-me?Só sinto devastada.Derramo-me;Derramo-me.Largo.Me.O desespero foi tanto que me escrevo em laranja.Meu gatilho não teve a mesma eficiência que quando jovem.Teve?
Não.
Ainda sinto o buraco e a falta.Minha tampa?Não tampa.Oca,não.Meu preenchimento,isso sim,era pra ser meu mesmo,de mim?
Quando isso acabar,eu morri.
Um final feliz,por quê não?
Não tem ajuda,estou solta,á minha mercê e não sei minhas interrogações das quais uma é tentar.Vontade,tenho.Medo de não ser o momento,também.E se a razão vem a falecer antes de mim?Perco o chão,o céu,a vontade,perco o Deus.Se a razão sumir pra sempre?Pra onde vão meus passos?Vão azuis.A tinta não me encontra direito e,no entanto,preciso tanto.Posso me contrariar tão instável.A sinestesia me derramou.A metalinguística me engoliu.Há muito a metáfora me devorou.
Tenho vontade de deitar no chão e me deixar levar mas meu corpo permanece de pé e luta,luta,incansável,como se eu não estivesse nele,como se cada mordida não dilacerásse.
Caneta laranja não serve.
Eu derrubo,mas continuo em pé,como se não tivesse nada.Eu não caio,só brilho sem pensar.
Caneta laranja não serve.
Não corrompe.Esburacada.Um buracão.Esburaquei-me?Só sinto devastada.Derramo-me;Derramo-me.Largo.Me.O desespero foi tanto que me escrevo em laranja.Meu gatilho não teve a mesma eficiência que quando jovem.Teve?
Não.
Ainda sinto o buraco e a falta.Minha tampa?Não tampa.Oca,não.Meu preenchimento,isso sim,era pra ser meu mesmo,de mim?
Quando isso acabar,eu morri.
Um final feliz,por quê não?
Não tem ajuda,estou solta,á minha mercê e não sei minhas interrogações das quais uma é tentar.Vontade,tenho.Medo de não ser o momento,também.E se a razão vem a falecer antes de mim?Perco o chão,o céu,a vontade,perco o Deus.Se a razão sumir pra sempre?Pra onde vão meus passos?Vão azuis.A tinta não me encontra direito e,no entanto,preciso tanto.Posso me contrariar tão instável.A sinestesia me derramou.A metalinguística me engoliu.Há muito a metáfora me devorou.
Tenho vontade de deitar no chão e me deixar levar mas meu corpo permanece de pé e luta,luta,incansável,como se eu não estivesse nele,como se cada mordida não dilacerásse.
Caneta laranja não serve.
Eu derrubo,mas continuo em pé,como se não tivesse nada.Eu não caio,só brilho sem pensar.
Caneta laranja não serve.
A Carta Que Eu Tentei
Por mais mágico que fosse o lugar
O cheiro de morte pairava no ar
Planejava eu ali escrever
Uma carta digna de meu amor ler
Porém,
Olhei o chão e logo vi
Desgraça,
Carcaça
E sangue
Mas,nessa réstia de destruição
Encontrei beleza:
A magia estava na história
No cheiro impetuoso
Combinado á vista.
A magia provinha da desgraça
E da beleza que a réstia
acabou por deixar.
Bronze,rocha,
Asa de borboleta.
Sangue,odor,
Asas de borboleta.
Água,branca areia,
Asa de borboleta.
Peixes,eu,papel,caneta,
Asas de borboleta.
Mata,silêncio,
O cheiro de morte pairava no ar
Planejava eu ali escrever
Uma carta digna de meu amor ler
Porém,
Olhei o chão e logo vi
Desgraça,
Carcaça
E sangue
Mas,nessa réstia de destruição
Encontrei beleza:
A magia estava na história
No cheiro impetuoso
Combinado á vista.
A magia provinha da desgraça
E da beleza que a réstia
acabou por deixar.
Bronze,rocha,
Asa de borboleta.
Sangue,odor,
Asas de borboleta.
Água,branca areia,
Asa de borboleta.
Peixes,eu,papel,caneta,
Asas de borboleta.
Mata,silêncio,
As Minhas Mariposas
Mariposas são arrogantes.
Mas não julgue todas por uma ou duas.
Terá aquela pequenina que pousará em sua mão e ficará ali,carinhosamente fazendo um trajeto em formato de oito infinitas vezes ,e você vai agradece-la pela sensação agradável de leves e pequenas patinhas passeando por seu braço na escuridão de seu quarto.Porém,talvez ela apenas queira estar próxima á luz da tela de seu celular.Se então,por que não pousou em outro canto aos arredores de meu telefone?Talvez não soubesse onde andava ou a dificuldade de andar na lã do cobertor fosse grande.
Mariposas são arrogantes,ao contrário do que dizem as histórias,mas á minha carência e saudade agradou tal afago.
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