Na escada,segurando o balaústre,
Passei despercebida
E fiquei a admirar o lustre
Brilhando,e lentamente,com um
Leve tilintar,sussurrando
Duas palavras em vão
Palavras em vão não são palavras
São sons que atravessam a parede dos
Maus ouvidos que um dia tinham
Sido bons.
Passando a viver então
na vida longa e eterna dos ecos
No vazio amplo e eterno da escuridão.
sábado, 7 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Essa Droga De Caneta Laranja (Odeio Laranja)
Eu me violo.Violo-me.Devastada,eu.Em minhas poesias de pseudônimos pergunto se desde então será sempre que vou estar a me derramar.
Não corrompe.Esburacada.Um buracão.Esburaquei-me?Só sinto devastada.Derramo-me;Derramo-me.Largo.Me.O desespero foi tanto que me escrevo em laranja.Meu gatilho não teve a mesma eficiência que quando jovem.Teve?
Não.
Ainda sinto o buraco e a falta.Minha tampa?Não tampa.Oca,não.Meu preenchimento,isso sim,era pra ser meu mesmo,de mim?
Quando isso acabar,eu morri.
Um final feliz,por quê não?
Não tem ajuda,estou solta,á minha mercê e não sei minhas interrogações das quais uma é tentar.Vontade,tenho.Medo de não ser o momento,também.E se a razão vem a falecer antes de mim?Perco o chão,o céu,a vontade,perco o Deus.Se a razão sumir pra sempre?Pra onde vão meus passos?Vão azuis.A tinta não me encontra direito e,no entanto,preciso tanto.Posso me contrariar tão instável.A sinestesia me derramou.A metalinguística me engoliu.Há muito a metáfora me devorou.
Tenho vontade de deitar no chão e me deixar levar mas meu corpo permanece de pé e luta,luta,incansável,como se eu não estivesse nele,como se cada mordida não dilacerásse.
Caneta laranja não serve.
Eu derrubo,mas continuo em pé,como se não tivesse nada.Eu não caio,só brilho sem pensar.
Caneta laranja não serve.
Não corrompe.Esburacada.Um buracão.Esburaquei-me?Só sinto devastada.Derramo-me;Derramo-me.Largo.Me.O desespero foi tanto que me escrevo em laranja.Meu gatilho não teve a mesma eficiência que quando jovem.Teve?
Não.
Ainda sinto o buraco e a falta.Minha tampa?Não tampa.Oca,não.Meu preenchimento,isso sim,era pra ser meu mesmo,de mim?
Quando isso acabar,eu morri.
Um final feliz,por quê não?
Não tem ajuda,estou solta,á minha mercê e não sei minhas interrogações das quais uma é tentar.Vontade,tenho.Medo de não ser o momento,também.E se a razão vem a falecer antes de mim?Perco o chão,o céu,a vontade,perco o Deus.Se a razão sumir pra sempre?Pra onde vão meus passos?Vão azuis.A tinta não me encontra direito e,no entanto,preciso tanto.Posso me contrariar tão instável.A sinestesia me derramou.A metalinguística me engoliu.Há muito a metáfora me devorou.
Tenho vontade de deitar no chão e me deixar levar mas meu corpo permanece de pé e luta,luta,incansável,como se eu não estivesse nele,como se cada mordida não dilacerásse.
Caneta laranja não serve.
Eu derrubo,mas continuo em pé,como se não tivesse nada.Eu não caio,só brilho sem pensar.
Caneta laranja não serve.
A Carta Que Eu Tentei
Por mais mágico que fosse o lugar
O cheiro de morte pairava no ar
Planejava eu ali escrever
Uma carta digna de meu amor ler
Porém,
Olhei o chão e logo vi
Desgraça,
Carcaça
E sangue
Mas,nessa réstia de destruição
Encontrei beleza:
A magia estava na história
No cheiro impetuoso
Combinado á vista.
A magia provinha da desgraça
E da beleza que a réstia
acabou por deixar.
Bronze,rocha,
Asa de borboleta.
Sangue,odor,
Asas de borboleta.
Água,branca areia,
Asa de borboleta.
Peixes,eu,papel,caneta,
Asas de borboleta.
Mata,silêncio,
O cheiro de morte pairava no ar
Planejava eu ali escrever
Uma carta digna de meu amor ler
Porém,
Olhei o chão e logo vi
Desgraça,
Carcaça
E sangue
Mas,nessa réstia de destruição
Encontrei beleza:
A magia estava na história
No cheiro impetuoso
Combinado á vista.
A magia provinha da desgraça
E da beleza que a réstia
acabou por deixar.
Bronze,rocha,
Asa de borboleta.
Sangue,odor,
Asas de borboleta.
Água,branca areia,
Asa de borboleta.
Peixes,eu,papel,caneta,
Asas de borboleta.
Mata,silêncio,
As Minhas Mariposas
Mariposas são arrogantes.
Mas não julgue todas por uma ou duas.
Terá aquela pequenina que pousará em sua mão e ficará ali,carinhosamente fazendo um trajeto em formato de oito infinitas vezes ,e você vai agradece-la pela sensação agradável de leves e pequenas patinhas passeando por seu braço na escuridão de seu quarto.Porém,talvez ela apenas queira estar próxima á luz da tela de seu celular.Se então,por que não pousou em outro canto aos arredores de meu telefone?Talvez não soubesse onde andava ou a dificuldade de andar na lã do cobertor fosse grande.
Mariposas são arrogantes,ao contrário do que dizem as histórias,mas á minha carência e saudade agradou tal afago.
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