quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Uma Dança E Muitos Afagos (Em Caneta Azul)

E,mais uma vez que danço,pressinto a agonia no ar que passa por outros mas que bate em mim fresco,limpo e cheio de liberdades.
As esculturas que construo em corpo de outrem é meu maior amor uma vez que me doem as mãos,meus veículos de energia.Choro por dentro pelo qual sou atraída,eterna beleza infindável,taxaria-me de fútil se não fosse uma paixão ocular que enxerga tantas profundezas,meu terceiro olho amado é diretamente ligado ao coração,mas para chegar à alma,passa por um corredor.Alma,esta,outra amante,não de mim,não do simples belo ,mas do profundo também e vai,assim,cavando buracos ,aqui e ali,buscando ludibriar-se e uma vibração empolgada do músculo pulsador.
Esculpir outros é dançar com eles,é senti-los dançar.

Não amar,admirar

Assim e mulher.Mulher é tudo tão forte e linda,tão Deusa,combina com o que veio.Cor em sensação sou então inteira.Humana,pessoa rasteira.Ou não.Não.Humana,sim.Nasço todos os dias  e quando esqueço de nascer me pedem em casamento.Ele sempre quis um pedaço do Sol no quarto,sem reparar que quando sopram a vela e ela tremula sou empurrada para a sala angustiante.Admirados e o Sol,a admiração deles.
Encanto encanta,o toque desce ao chão.
Larguem essas correntes que nada brilha em calabouço de castelo maravilhoso.Meu castelo,nunca estive nele,o ar pertence mais a mim.Admiro,admiram-me.Sou,sinto,acendo,admirar-me,admiram-me.Quem se importa?Acendo.Já não mais humana,sou não-ser e me amo.
E,todas as vezes que for vela e tremular,Mãe Vida há de acender e ascender,tocar fogo,faiscar e mandar estoques de sorrisos e lembranças de amor como remédio pra pessoa.