quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Uma Dança E Muitos Afagos (Em Caneta Azul)

E,mais uma vez que danço,pressinto a agonia no ar que passa por outros mas que bate em mim fresco,limpo e cheio de liberdades.
As esculturas que construo em corpo de outrem é meu maior amor uma vez que me doem as mãos,meus veículos de energia.Choro por dentro pelo qual sou atraída,eterna beleza infindável,taxaria-me de fútil se não fosse uma paixão ocular que enxerga tantas profundezas,meu terceiro olho amado é diretamente ligado ao coração,mas para chegar à alma,passa por um corredor.Alma,esta,outra amante,não de mim,não do simples belo ,mas do profundo também e vai,assim,cavando buracos ,aqui e ali,buscando ludibriar-se e uma vibração empolgada do músculo pulsador.
Esculpir outros é dançar com eles,é senti-los dançar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário